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Mensagens

Teresina, 25 de setembro de 2019

Plena quarta feira, dia de cumprir metas de estudos, seguir o cronograma. Mas a procrastinação chegou e com ela as ideias sem nexo, os pensamentos dolorosos e os sentimentos profundos.  Tudo que eu gostaria de fazer é ocupar minha mente e bloquear esse sentimentos, porém, parece impossível se concentrar em qualquer coisa além disso. Talvez sejam os hormônios, coisa de momento, pelo menos eu espero. O fato é que essas ideas são antigas, elas voltam e saem na mesma rapidez. Quando não lembro da sua existência, tudo está perfeito, maravilhoso, história de conto de fadas. O problema é quando elas voltam. Me sinto presa, trancafiada em meus próprios sentimentos, com medo de dizer algo e me arrepender logo depois.  Até em meu próprio espaço tenho medo de revelar, talvez porque eu goste de rotinas, me acostumei a isso e tenho receio de não me acostumar sem. Ou então, no fundo eu sei que não passa de autosabotagem.  Por enquanto é só um desabafo, mas quem sabe tudo se res...

Teresina, 11 de setembro de 2019

Como somos pessoas complicadas. Complexas. Estranhas. Confusas. Vivemos duas vidas (ou talvez mais) e tentamos conciliá-las sem se perder entre elas. Existe a vida “real”, do dia-a-dia, dos trabalhos, dos estudos, dos relacionamentos complicados, das amizades distantes e dos vários problemas. E existe a vida do sonhos, fácil, de amores leves, de amigos para sempre, mas que criamos na nossa cabeça e torcemos para que vire realidade. Parece tudo tranquilo, qual o problema de imaginar uma vida perfeita? Não seriam apenas motivações? Quem dera assim fosse, talvez o termo sonho crie esse ar de esperança ou talvez imaginamos assim para que a queda seja mais leve. Na realidade, essa vida de “expectativas” é tão problemática quanto a real. Nela criamos imagens do que gostaríamos que as pessoas fossem, do que seria nossas vidas, do que seria nossos corpos. Fantasiamos algo que está além das nossas capacidades e esperamos que se tornem realidade. Porém, no fundo sabemos que foge do nosso ...

Teresina, 18 de julho de 2019

Mais uma semana e sentimentos negativos tomaram conta da minha cabeça. Ontem, sozinha, uma agonia sem explicação me consumiu por dentro e me fez perder o controle por fora. Foi horrível estar sozinha durante tudo isso, mas ao mesmo tempo eu só queria colocar tudo isso pra fora sem precisar dar explicações pra alguém. Chorei, gritei, me bati, cai no chão, pra no fim conseguir pedir ajuda. Esse último foi o mais difícil porque imediatamente chegou a pergunta “o que tu tá sentindo?”. Parei, pensei, pensei, pensei, chorei, gritei, me bati, cai no chão e voltei pra mensagem. Eu estava sentindo algo, isso era nítido, mas colocar isso em palavras era impossível, não conseguia descrever ou talvez eu não soubesse como. No fim coloquei um simples “não sei explicar”. E era verdade, eu realmente não sabia explicar. Pedir ajuda foi difícil, porém, conversar sobre me parece muito mais complicada. Por anos vivi no conforto de apenas existir, nunca me defini, nunca conheci meus gostos, desgosto...

Teresina, 22 de junho de 2019

Como posso me sentir tão bem e ao mesmo tempo tão mal? É até complicado imaginar essas situações juntas, se uma coisa lhe faz mal então ela não faz bem, e vice-versa. (Desisti de escrever esse texto com um português descente porque é apenas um desabafo de alguém que deseja entender os seus sentimentos - motivo que criei esse blog). Voltando ao assunto (...) choro atrás de choro, compreendi que isso, no fundo, surgiu  de um sentimento de insuficiência, algo que não conhecia no início e agora, de uma hora para outra, apareceu de forma inesperada. Me surpreendo com esse sentimento que parecia inexistente e me fez tão feliz por não senti-lo, porém, como um choque, agora percorre todo o meu corpo e me faz sentir como um nada. Antes, talvez, eu me considerava normal, me achava bonita na medida do possível, quase inteligente, conseguia resumir todos os livros do realismo, sabia decorado o ano de alguma revolução aleatória, amava falar de filmes com diálogos perfeitos e músicas t...

Teresina, 17 de junho de 2019

Hoje acordei com um peso no peito, uma junção de palavras que literalmente não combinam, mas com um sentido tão profundo (ou talvez seja profundo para mim que ainda não me acostumei com tal pesar). Levantei da cama com um desânimo, uma vontade de querer alguém do lado, um alguém especial que aprendi a amar aos poucos e que me fez experimentar tantos sentimentos de maneira rápida e assustadora. Me surpreendo com essas pequenas dores, se é que posso chamá-las assim, essa saudade esmagadora, uma vontade de ficar do lado, de olhar sem falar, de chorar só de lembrar algo bom. Tantos sentimentos que, às vezes, me pergunto se não seria apenas a TPM agindo de forma inovadora. No fundo, contudo, sei que é apenas meu cérebro trabalhando com as memórias que criei com uma pessoa. O problema é depois desses sentimentos, o horror de continuar algo inexplorável e novo quando você detesta mudanças. Agora está explicado porque sempre coloco essas emoções como algo ruim, como dores e pesares....